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Parque Nacional da Tijuca planeja investimento de R$110 milhões

Publicado em 06/07/2013

 

ToursFonte: Jornal O Globo
RIO - Se não chega a ser um senhor de idade, maturidade não lhe falta. Para os cariocas, este cinquentão é como um daqueles amigos com quem se pode contar em todos os momentos — embora a amizade esteja adormecida por causa da correria do dia a dia. Exuberantes florestas, trilhas e mirantes ganham mais vida e admiração de olhares estrangeiros. O Parque Nacional da Tijuca comemora, neste sábado, 52 anos de vida disposto a navegar numa maré de desenvolvimento e driblar problemas como a insegurança e a falta de estrutura. Com a nova licitação do trem do Corcovado, prometida ainda para este ano, os gestores do parque estimam um aporte de investimentos de R$ 110 milhões até 2016. Um volume sem precedentes. No ano passado, por exemplo, dos R$ 18,2 milhões arrecadados, foram investidos em melhorias na infraestrutura apenas cerca de R$ 3 milhões (16,5%).
Na pauta da gestão do biólogo Ernesto Viveiros de Castro estão ainda a possibilidade de adoção, por empresas, de monumentos naturais — como a Pedra da Gávea e a Cascatinha —, a formatação de um fundo de investimentos e a implantação de um novo sistema de sinalização bilíngue. A linha férrea do Corcovado, carro-chefe de sempre, será turbinada já no início de 2014: estão previstas a substituição dos trens e a reforma das estações.
— Pelo atual contrato da empresa Estrada de Ferro Corcovado (Esfeco) com a União, nenhum repasse vem direto para o parque fazer melhorias de infraestrutura. Neste edital que estamos lançando em alguns meses, exigimos da concessionária que assumir o sistema um retorno direto. Além da troca dos trens, que estão em fim de vida útil, vamos melhorar a infraestrutura das estações do Corcovado e fazer a sinalização de trilhas. Isso sem aumentar o preço da tarifa — diz Viveiros de Castro.
Prover mais segurança ao parque é outro desafio. Atuam hoje nos três setores da floresta 70 guardas patrimoniais e 28 guardas municipais, em regime de escala. O primeiro grupo anda armado, mas não tem a atribuição de atuar na coerção de roubos e furtos, feita por patrulhas esporádicas da Polícia Militar. Treinador de corrida, Marcius Duarte, de 53 anos, frequenta com assiduidade as pistas das Paineiras e conta que só orienta seus alunos a usarem a área pública nos fins de semana.
— De segunda a sexta, além do risco de atropelamento, há maior possibilidade de assalto, pois o tráfego é liberado. Mas, aos sábados e domingos, a segurança tem sido boa. Embora a gente não veja um policiamento ostensivo, não temos tido problemas nos últimos anos — relata o atleta, criticando a falta de banheiros e de lanchonetes. — Os ciclistas e corredores não têm um lugar onde possam comprar uma simples garrafa d’água ou um coco.
Não é preciso percorrer grandes distâncias no parque para perceber a deficiência de infraestrutura. Ao lado da Cascatinha Taunay, queda d’água mais famosa do Alto da Boa Vista, a casa que abrigava uma lanchonete está com as portas fechadas. Hoje o espaço abriga provisoriamente uma sede da Guarda Municipal. O chefe do parque afirma que está sendo estudada a instalação de um centro de visitantes. Dois restaurantes funcionam dentro do parque ainda sem regularização e não atraem muitos turistas.
No quesito segurança, Ernesto Viveiros de Castro diz que recentemente mais duas patrulhas do Batalhão de Policiamento de Turismo (BPTur) passaram a atuar nos arredores da Vista Chinesa e das Paineiras. Segundo o biólogo, a instalação de uma Unidade de Polícia Ambiental (Upam), uma espécie de UPP de combate a crimes contra o meio ambiente, está sendo estudada:
— Temos um histórico de no máximo três assaltos em trilhas por ano. Claro que o ideal seria não termos nenhuma ocorrência, mas há oito, dez anos, os problemas eram infinitamente maiores. Uma Upam pode ajudar na segurança aos usuários, embora não tenha esta finalidade. Existe uma conversa com o governo do estado, mas ainda não há nada definido.
Uma definição parece mais próxima: a abertura do Complexo das Paineiras — com restaurante, café, bares e lojas de suvenir — deve ocorrer no início de 2016. O Iphan já sinalizou que deve conceder em breve o aval para o início das obras. Enquanto iniciativas mais robustas não saem do papel, Viveiros de Castro se empolga com um projeto que está a todo vapor: a formatação da trilha Transcarioca. Nada de corredor exclusivo para ônibus: trata-se de uma trilha, para aventureiros, de mais de 170km de extensão, ligando o Pão de Açúcar a Grumari.
No Parque da Tijuca, nada menos do que 73km já foram sinalizados com marcações em troncos de árvores. Hoje pela manhã, no Horto, o trecho que liga o Alto da Boa Vista ao Parque Lage será oficialmente inaugurado. O aniversário do parque marca outro motivo de comemoração: o centésimo mutirão de voluntários, que põem as mãos na massa para ajudar na preservação do lugar.
Morador da Tijuca, o lojista Ricardo Canário, de 22 anos, costuma fazer caminhadas na Floresta da Tijuca e aposta no sucesso da primeira trilha de longa duração do Rio. Já o empresário americano Christopher Nunes, aventureiro de carteirinha, acredita que a confecção de mapas indicativos para turistas sejam fundamentais para o sucesso da Transcarioca:
— Precisa ter mapa aplicativo especial para as novas trilhas, indicando os pontos de pernoite e onde obter água, comida e outros insumos. Nos Estados Unidos, as trilhas de longa duração atraem milhares de pessoas por ano.
Você sabia?
Durante muito tempo, a Floresta da Tijuca carregou a pecha de “maior floresta urbana do mundo”. Isso já foi verdade, é bom que se diga. Mas deixou de ser há cerca de 30 anos, desde que o entorno do Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste, passou a ser considerado área urbana. O engenheiro florestal Beto Mesquita, da ONG Conservação Internacional, lembra que o Parque da Pedra Branca tem mais de 12 mil hectares:
— Há 30 anos, o Parque estadual da Pedra Branca estava inserido em uma área considerada rural. Mas a urbanização daquela região fez com que o Parque Nacional da Tijuca perdesse o título de maior floresta urbana do mundo.
O assunto é controverso. Há quem considere o Parque da Cantareira, em São Paulo, a segunda maior floresta urbana do planeta (com quase 8 mil hectares), na frente da Tijuca. Acontece que há uma vertente desse parque virada para uma área rural, o que não o caracterizaria como urbano.
— Outro assunto que gera confusão é o fato de a Floresta da Tijuca ter sido toda replantada em 1861. Na verdade, uma parte dela, de cerca de 1.300 hectares, foi efetivamente restaurada a mando de Dom Pedro II — completa Mesquita.

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